22 de novembro de 2007

-Mentira chamada AMOR

Você já amou?
Horrível, não? Você fica tão vulnerável. O peito se abre e o coração também.
Desse jeito qualquer um pode entrar em você e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura durante anos, para que nada possa causar mal. Aí, uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outra, entra em sua vida idiota. Você dá a essa pessoa um pedaço seu. E ela nem pediu. Um dia, faz alguma coisa boba como beijar você ou sorrir. E, de repente, sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo o que é seu e te deixa chorando no escuro. Por isso, uma frase simples como `talvez a gente devesse ser apenas amigos` ou `muito perspicaz` vira estilhaços de vidro rasgando seu coração. Dói. Não só na imaginação ou na mente. É uma dor na alma, no corpo, uma verdadeira dor que entra em você e destroça por dentro. Nada deveria ser assim. Principalmente o amor.

16 de novembro de 2007

-O limite entre a eletricidade e o sobrenatural

Outro dia apareceu escrito na tela do meu celular: "Chamada não atendida de Marcio às 19h45". Olhei o relógio do celular e ele marcava... 19h42. Em vez de desencanar, eu pensei: "Será que meu celular está prevendo ligações futuras? Será que daqui a 3 minutos o Marcio vai me ligar?" Esperei ansiosamente. O relógio marcou 19h45 e nada aconteceu.
Isso me lembra a interferência do meu aparelho de som, que começou a emitir sons estranhos quando eu acionei a função de CD. Pensei que fossem espíritos tentando se comunicar comigo, mas depois cheguei à conclusão de que era só porque o aparelho estava velho, com mais de dez anos de uso.
Também me lembrei de quando eu estava sozinha em casa e liguei a TV, que continuou desligada. Liguei de novo e nada. Fui ao banheiro e, na volta, para a minha surpresa, a TV estava ligada. Tive certeza de que eram espíritos tentando falar comigo, mas mais tarde descobri que era só um problema no controle remoto.
Talvez eu devesse aceitar o fato de os aparelhos eletroeletrônicos apresentarem um comportamento bizarro que não tem nada a ver com elementos sobrenaturais e de que ninguém, ninguém que esteja em outro plano queira se comunicar comigo. Talvez nem haja outro plano. Talvez eu perca muito tempo da minha vida pensando coisas como "meu celular capta ligações futuras" e devesse empregar mais minutos em coisas mundanas como, digamos, pagar a conta de telefone atrasada.
Mas, por outro lado, a vida sem especulações sobrenaturais parece ser tão menos divertida.

14 de novembro de 2007

-Sobre nós

"Eu me lembro todo o tempo daquele dia, do dia em que você me pegou nos braços, me levantou, olhou nos meus olhos e disse: VOCÊ sempre será a minha motivação pra viver.
E sei que pra você isso foi dito como num impulso, impulso esse que fez e faz com que doa profundamente das vezes que lembro do que se passou.
Machuca muito e eu custo a acreditar que aquele "pra sempre" não mais existe, que as juras de amor ditas com tanta intensidade não se realizaram. E é isso que não me deixa viver, que me tira o sono todas as noites!
Não é fácil me acostumar com a idéia de que você nunca mais entrará por aquela porta pra me fazer sorrir e tudo o que eu quero agora é poder te tirar dos meus pensamentos, da minha vida.
Antes que você volte e de alguma forma me dê esperanças de um futuro juntos, de um dia poder estar ao seu lado novamente.
Mais eu não sou ingênua em acreditar que tudo possa voltar a ser como antes e muito menos hipócrita em esqueçer tudo o que você já me fez sofrer. Por isso eu digo que até pode demorar mais tempo do que eu previa pra te esqueçer, mais eu consigo.
Eu consegui esqueçer o Ricardinho, aquele menino fofo por quem eu me apaixonei quanto tinha 7 anos e me diga porque não esqueçeria você?" Não é diferente rerere'

12 de novembro de 2007

-LIAR

Eu queria, nesse momento, ser uma patty linda, loira e rica, que não tem nenhuma preocupação na vida além de gastar grana e curtir a vida.Eu queria, nesse momento, ser mais um desses engomadinhos riquinhos que tem um papi pra bancar tudo, pra comprar sua vaga na faculdade e aquela puta loira dos seus sonhos.Ou eu só queria que minha cabeça parasse de me martelar uma vez na vida, me desse um descanso. Ou eu queria que alguém me dissesse: “Ana, você é ótima. Você está se esforçando, você está dando o seu melhor, você está praticamente no seu limite. Vai com calma, não leve tudo tão a sério, eu sou uma cartomante e vi nas cartas que tudo vai dar certo, do jeitinho que você imagina.”

Ser desconfiada em certas coisas é foda.

9 de novembro de 2007

-O amor é idiota

É a coisa mais imbecil que pode existir.Não, não gastarei essas linhas escrevendo como uma quarentona mal-amada, vou apenas dizer o que você sempre soube. Desde aquela vez no colegial, você tinha dez anos, lembra? Ficava toda medrosa quando chegava perto daquele menino da sexta série... Um dia, resolveu escrever uma cartinha, encheu de beijos com a batom vermelho da sua mãe, molhou com o perfume da sua tia e não assinou. Pediu pra uma amiga colocar o papel na mochila dele, aquela azul do He-Man. Então, nesse dia, com a inocência de uma criança, você descobriu o quanto o amor pode ser imbecil.Você cresceu, eu cresci, o mundo cresceu e ainda cresce. Aos 10, 20 e 70 o amor continua sendo idiota, porque o amor não cresce. Aos vinte anos as declarações costumam ser um pouco mais complexas que uma simples carta, mas o amor é o mesmo. Não, ele não é eterno, e pode acabar a qualquer momento, mas ele sempre vai ser imbecil. Vai fazer você ficar nervosa na frente dele, as palavras vão se embaralhar e quando o telefone tocar você ficará subitamente muda. Vai descobrir o que Camões queria dizer com "é um não contentar-se de contente". Se você o ver na rua pensará em atravessar pra ele não te ver desse jeito, não é? Maldito espelho que nunca aparece na hora em que preciso, minha calça tá muito solta hoje, esse meu cabelo que nunca se ajeita, sabia que deveria ter passado um pouco de maquiagem! Então amanhã você se arruma e sai linda, e a pessoa mais importante que vê é seu chefe correndo a caminho do banco.O que fazer com os braços quando tô perto dele? E se o assunto acabar? Ele sabe que estou solteira, né?Não é só você que sente assim. Sua mãe, sua avó, a mãe da sua avó e provavelmente todas as mulheres do mundo já passaram por isso. Mil neuroses, questionamentos, tentativas de se mostrar natural, simpatia e se o Santo Antônio ajudar eu tiro ele da bacia. Não somos as únicas, nem seremos as últimas. O amor nos faz agir como crianças em frente à um parque de diversões, e às vezes, como pacientes esperando para serem operados no coração.
Então o amor acaba.A piada não tem mais graça, o nervosismo já não existe, a tremedeira acabou, o olhar pousou em qualquer objeto da sala e ficou ali.O perfume dele não representa mais nada.Depois de quase termos morrido de um ataque dos nervos, depois de termos saltado de pára-quedas em um precipício imenso, sem proteção nenhuma, acabou. Mais uma vez, o amor nos fez de tolos, de peças em um jogo chamado vidaSe vamos parar de procurar o amor por isso? Não. Não vamos. Podemos cogitar essa idéia, mas não temos coragem de fazer isso. Porque a idiotice é vital. O amor é idiota sim, mas dependemos dele para não cairmos na mesmisse de uma vida tão previsível quanto uma segunda-feira de agosto.É idiota. É imbecil, dói e é trabalhoso.Mas nunca deixará de ser fundamental.